domingo, 22 de setembro de 2013

O tempo certo para ser feliz


Tenho andado meio sumido daqui, confesso. Por motivos de força maior, confesso duplamente. A rotina nos corrói, o estresse nos cega e o cansaço entedia. Comecei um texto, parei. Comecei outro, apaguei. As ideias fugiram e nada realmente saiu do “papel”. Mas, agora, nessa noite de domingo, as coisas começam a entrar nos eixos. Fiz a melhor playlist do mundo (tem de Zé Ramalho a Pitty), coloquei pra rodar, sentei em frente ao computador. Encarando-o, escrevo. E quero escrever justamente sobre essa dificuldade que temos em atender aos nossos próprios anseios.

Lulu Santos – que também está na playlist – canta, em “Certas coisas”, que “somos medo e desejo”. Medo de ousar, de chocar, de errar, de fazer diferente. Desejo... desejo... desejos. Vários. Diferentes. Curiosos. Desejos. E é nessa mistura entre um sentimento aprisionador e uma série de vontades e quereres, que criamos nossas máscaras cotidianas. Máscaras, muitas vezes, que não caem. Eternas. Que fazem você perder a hora de ser feliz.

Nunca soube (e nem quero aprender) respeitar o “tempo certo das coisas”. Sempre fui uma criança adulta, com atitudes não muito compatíveis com a minha idade documental. A idade mental é uma década a frente. Acho que isso explica os cabelos brancos no auge dos meus vinte anos. Mas valeu e vale a pena. Tenho muitos orgulhos e satisfações – que, sim, me fizeram abrir mão de uma série de coisas – da casa dos trinta. E no futuro: um adulto criança?

Está faltando coesão e as ideias estão muito desconexas, mas dá pra você pegar o “fio da meada” aqui nessa bagunça, não dá? Não vou reler, nem repensar, pois assim apago tudo e (não) começo de novo. Talvez os motivos que me afastaram desse “livro aberto” não eram de tanta força maior. Passo a crer que o tempo certo para ser feliz é ontem. Cabe a nos corrermos atrás dele.