quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Não ligo para você

Não ligo se você não me liga,
Não ligo se você é bossal,
Não ligo se você briga,
Não ligo se você me vê mal.

Não ligo se você não concorda comigo,
Não ligo se você destrói meu mundo
Não ligo se você está sem amigo,
Não ligo se você acha que te inundo.

Não ligo se você me acha prolixo,
Não ligo se você não me compreende,
Não ligo se você não me quer fixo,
Não ligo se você acha que isso não rende.

(...)

Não ligo se me quer mudo,
Não ligo se, para você, é nada meu tudo.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Máscaras e monstros cotidianos

Depois de um fim de semana de reclusão voluntária, pude concluir que nosso maior inimigo mora dentro de nós mesmos. Nossa mente, tão pérfida, parece jogar contra. Bipolaridade? Exagero. Apenas uma inconstância inominável, que torna algo belo em tenebroso (ou o horripilante em atrativo). E quanto trabalho isso dá... Papel, caneta, rabiscos, enxaqueca, insônia. Uma luz surge, mas logo o túnel começa novamente, mostrando que aquela claridade era rápida e fugaz. Insensatez? Sei lá... Momentos de orgulho e incerteza se misturam, a opinião alheia lhe engrandece, mas há algo pequeno e incômodo suficiente que faz você dar sequência ao devaneio. Mais papel, menos caneta. A vontade é jogar tudo para o alto, ligar o foda-se e providenciar uma casa no campo. Compor amigos e plantar rocks rurais. Ou vice-versa. A conclusão é de que esse redemoinho provocou um giro de 360º. A solução também mora dentro de nos.