quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Liberdade: você pode ver a sua?


Durante mais ou menos duas semanas, bem no começo do dia, um outdoor na entrada da faculdade me instigava. Ele trazia a seguinte mensagem: "Liberdade: você pode ver a sua?". Nunca descobri ao certo a quê aquela mensagem se referia, mas me fez refletir. Hoje, após uma postagem sincera e polêmica no Facebook, chego a algumas constatações.

A primeira delas é que liberdade tem seu preço. E ele é muitíssimo caro. A moeda? Para comprá-la, os torpes utilizam vil metal. Para mantê-la, os justos usam apenas a coragem. A segunda certeza é de que com sua voz e suas palavras, é possível abrir e fechar portas, clarear e escurecer caminhos.

Infelizmente, algumas pessoas escolhem se abster de si mesmos, negar suas vontades e opiniões, para sustentar algo artificial, perecível, momentâneo. É evidente que colocar as coisas na balança e ter equilíbrio nas nossas ações cotidianas é algo "sine qua non" para a manutenção do bem estar. O problema é que, em nome de uma intenção de agradar a todos, corremos o risco de sermos genéricos, sem identidade, sem formação e posicionamento. Seres de gôndolas, mercadorias.

Por fim, a terceira constatação (e que me consola): com preço, não somos sujeitos respeitados. No máximo, "desejados", e olhe lá! Já com valor - e valores -, por mais que discordem de nos, por mais polêmica que gere nossa opinião, por mais que alguns pontos sejam mal interpretados, teremos, acima disso tudo, uma ponta de admiração. De pelo menos um maluco por aí.

O fato é que tudo se resume a uma questão de escolha, estradas de sentido único onde não se pode voltar atrás. Eu já escolhi o meu lado: o da consciência limpa. E, por ele, pago o preço que for necessário.

4 comentários:

  1. Nossa Matheus, vc podia escrever mais. Dá vontade de continuar lendo até amanhã, mas o texto já acabou.

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  2. Perfeito, faz uma página no insta pra você divulgar seus textos (não sei se você já tem uma página, se tiver me desculpe, mas se não tiver fica a sugestão).

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